28 novembro 2009

27 novembro 2009

O FORNO (JUNTO AO LARGO DA CAPELA)

Copyright ® Manuel Dória Vilar
Neste lugar durante décadas e até meados de 1980 funcionava o forno da aldeia. Cada família tinha um dia ou dois, por semana ( consoante o número de filhos - agregado familiar), para cozer o seu próprio pão de milho e centeio (broas de milho e bôlas de centeio) para 1 mês.
Era o forno colectivo da aldeia. Cozia-se a broa de milho amarela ou branca, consoante a qualidade e género de milho cultivado nos campos e ao gosto de cada um.
A broa de milho era o único tipo de pão que acompanhava todas as refeições do dia a dia. No pequeno almoço para os trabalhadores do campo (batatas cozinhas com bacalhau, regadas a preceito com azeite puro e acompanhadas com azeitonas pretas)- este pequeno almoço era servido cerca das 06:00 da manhã, antes dos lavradores e pessoal contratado para o efeito começarem a trabalhar no campo, tanto na ceifa como na malhada ou vessada.
No forno coziam-se tanto a broa de milho como as bôlas de centeio. As bôlas eram ou simples ou de sardinha, bacalhau ou salpicao (hoje em dia uma grande especialidade da cidade de Lamego). Estas bôlas eram o gáudio de grandes e miúdos. As bôlas simples eram servidas e migadas, ainda, quentes, com azeite e açúcar e outras migadas com vinho tinto e açúcar (as chamadas sopas de cavalo cansado). Uma delícia. As bôlas rapidamente eram consumidas. As broas de milho davam para todo o mês. As broas estavam protegidas e acondionadas em lugar próprio e à medida do seu consumo eram tiradas do chamado açafate ( um cesto baixo feito de verga fina de forma redonda ou oval). O lanche era muito curioso: uma cebola rachada com sal e vinagre ou então uma malga de ovo anaçado (misturado)com broa de milho e açúcar. Os ovos não eram de aviário não. Eram ovos das galinhas criadas a grão de milho e centeio (biológicas). Tudo era biológico ( desde o milho e centeio, cenouras, cebolas, ovos, carne de porco, etc.).
O forno que vimos nesta foto junto ao Largo da Capela é o ex-libris da nossa aldeia. A partir da década de 80 apareceu o pão de trigo e lá se foi o forno. Mas esta pequena porta tem história, podem crer. Há ! As sardinhas vinham de Aveiro ou de Peniche nos carros típicos do sardinheiros. Recordam-se ? Aqueles veículos automóveis (carrinhas) com uma forma estranha, estilo boca de sapo ? Este forno por mais que os anos passem será sempre o forno da nossa aldeia - aquecido de lenha de giesta e de urze. Já não está em uso há muitos anos. Um dia, ainda, alguém se lembrará de o pôr a funcionar - nem que seja por um dia, para preservarmos a tradição do cozer a broa de milho e pão de centeio.

17 novembro 2009

I GUERRA MUNDIAL - 1914/1915

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RECORDAÇÃO DO TEMPO DE ÁFRICA - ANGOLA,17 de Junho de 1915.
Estas as memórias escritas por Joaquim Rodrigues, em Colo de Pito, em 10 de Setembro de MCMXV.
Este livro conta-nos a mobilização (viagem e regresso) das tropas portuguesas para Angola e em particular do 3º Batalhão de Infantaria 14 - Viseu (1032 homens), quando a Alemanha declarou guerra à França. Estas memórias manuscritas relatam-nos a saída das tropas de Viseu em 23 de Agosto de 1914 e o seu regresso de Angola em 30 de Setembro de 1915.
Joaquim Rodrigues (meu tio-avó), era sargento do Exército Português, casado em primeiras núpcias com Prazeres da Silva Fidalgo, que era irmão do meu avó José Ferreira Dória, que com a mesma mulher casou após o falecimento daquele em 07/06/1932.
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Foto dos meus avós - Prazeres da Silva Fidalgo e José Ferreira Dória.
O meu bisavô, pai da minha avó Prazeres da Silva Fidalgo é um dos principais personagens do romance de Camilo Castelo Branco " Amor de Perdição " e ficcionado como Baltasar Coutinho.
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (Lisboa, 16 de Março de 1825 — São Miguel de Seide, 1 de Junho de 1890)- escritor português, foi romancista, além de cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor.

A casa dos Fidalgos da Cerca, em Castro Daire, do século XVIII, é referenciada por Camilo no “Amor de Perdição”, e a Casa brasonada dos Aguilares, conforme informação disponibilizada pela C.M. de Castro Daire.
Aqui ficam 4 páginas do referido manuscrito, em meu poder e hoje, por mim, publicadas em primeira mão.
Dado tratar-se de um documento histórico aguardo a sua publicação em editora portuguesa a quem já foi apresentado este projecto.
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Ver Portugal na Primeira Guerra Mundial
E, ainda, A DEFESA DAS COLÓNIAS DE ÁFRICA, DE 1914 A 1920.



14 novembro 2009

UMA RELÍQUIA ( 09/07/1923) DE JOAQUIM RODRIGUES IRMÃO DO MEU AVÔ JOSÉ FERREIRA DÓRIA

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* UM PAPEL DESDOBRÁVEL - ÚNICO - VÁ SEGUINDO AS QUADRAS




O MEU SAUDOSO PADRINHO DIAMANTINO FERREIRA

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E LÁ VAI ELE ... COM CARRO CARREGADO DE ESTRUME

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O MEU AMIGO AGOSTINHO E A SUA JUNTA DE VACAS

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